terça-feira, 23 de abril de 2013

VEJA QUANTO GANHA UM PROFESSOR NO BRASIL




O MEC confirmou o novo valor do piso salarial dos professores em janeiro: R$1.567,00. Esse é o valor mínimo que prefeituras e Estados devem pagar aos professores com jornada de trabalho de 40 horas semanais. O novo valor representa um aumento de 7,97% em relação ao piso de 2012, de R$1.451,00.

Com isso, 10 Estados (Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás, Rondônia, Alagoas, Bahia, Pernambuco, Piauí, Sergipe, Rio Grande do Norte e Maranhão) terão que reajustar seus pisos estaduais, pois estão pagando menos que o mínimo investido.

O pior salário é pago aos professores do Rio Grande do Sul: R$977,60 e o melhor salário é pago aos professores do Rio de Janeiro, que remunera com cerca de R$2,5 mil seus docentes.

O site Terra fez um levantamento neste mês (abril de 2013) sobre quanto os Estados brasileiros pagam por 40 horas semanais de professores na rede pública que tenham como formação mínima o ensino médio, segundo a Lei do Piso. Veja os salários conforme dados das secretarias de Educação, seus sindicatos de professores e a tabela CNTE 2013, referente a março.

SP – 1.803,92 (40h)  - São Paulo é o Estado com o piso mais alto para professores estaduais com apenas ensino médio de formação. Se aprovado o projeto de lei que propõe 8,1% de reajuste salarial, a remuneração desses docentes passará para R$ 1.950,40 a partir de julho.

PR 731,46 (20h) - O piso pago aos professores estaduais é referente a uma carga horária de 20 horas semanais. Levando em conta a jornada de 40 horas da lei nacional, o salário proporcional seria de 1.462,92. Portanto, o Estado não cumpre o piso

SC 1.567,00 (40h) – Aprovou a medida de reajuste do piso salarial em março, e ressarciu os salários pelos meses de janeiro e fevereiro retroativamente.

RS 977,00 (40h) - O Rio Grande do Sul é o Estado com o menor piso salarial do Brasil, quase metade do valor estipulado pelo Ministério da Educação. Segundo a Secretaria Estadual da Educação, um acordo garante que todos os professores recebam um completivo para que o salário alcance o valor do piso nacional.

CE – 1.567,00 (40h) – cumpre exatamente o Piso Nacional.

TO – 1.619,38 (40h)- Além de cumprir na íntegra a Lei do Piso Nacional, Tocantins também tem um dos maiores pisos para professores de nível superior: R$ 3.062,60 - praticamente o dobro do piso nacional.

MS – 1.810,00 (40h) - O Mato Grosso do Sul segue na íntegra a Lei do Piso Nacional e ainda tem um dos maiores pisos para professores de nível superior no País, com R$ 2.711,01 de vencimento básico.

RJ – 1.878,00 (30h) - Segundo a Secretaria de Educação, os salários pagos aos professores variam entre R$ 2,5 mil e R$ 4,9 mil para turnos de 40 horas semanais. O Estado, no entanto, não realiza mais concursos para 40 horas, apenas de 30 horas semanais, cujo salário inicial é R$ 1.878,00.

AM – 1.881,14 (40h) - Segundo informações da secretaria de Educação do Amazonas, o Estado tem um dos maiores pisos salariais para professores de nível superior.

RR 1.461,62 (25h) - A jornada de trabalho dos professores é de 25 horas. Proporcionalmente ao piso nacional, que se refere a um turno de 40 horas, o mínimo recebido pelos professores do Estado seria R$ 2.340,19: portanto, cumpre o piso.

AP -  1.172,33 (20h) - Calculando o valor do piso no Amapá proporcional a uma carga horária semanal de 40 horas, o piso dos professores estaduais seria R$ 2.344,00, já que no Estado o valor do piso se refere a uma jornada de trabalho de 20 horas semanais.

Veja os outros Estados no TERRA. 



ATUALIZANDO:
O Governo do Paraná anunciou hoje (23.03) que o  salário base inicial no Estado é de R$ 2.089,88, enquanto o piso nacional fixa R$ 1.567,00 para a mesma jornada. O Governo do Estado paga ainda aos professores R$ 609,66 por mês de auxílio transporte.

Protesto paralisa aulas (hoje, 24.04) na rede estadual e reúne 300 professores no Centro de Maringá

Reivindicações
A principal reivindicação da categoria são melhorias do Sistema de Assistência à Saúde (SAS) dos servidores públicos estaduais. Eles também exigem cumprimento do piso salarial nacional, pagamento da data-base conforme o reajuste dado ao mínimo regional - entre 12% e 12,5% -, realização de concurso público e celeridade na aprovação dos projetos de lei complementar para a regulamentação de um terço de hora-atividade e do plano de carreira dos agentes escolares.

Fonte:

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Postar um comentário